Pular para o conteúdo principal

O que me faz viver.


O que me encanta não é a simetria, a consonância, a perfeição (isso existe?); o que enche os meus olhos é a dissonância, a ambivalência, a assimetria.

O que me instiga não é a completude, mas a falta, o inacabado, o ainda não.

O que me faz viver não é a segurança, mas os medos; não a paz, mas a angústia.


O que me provoca não é a certeza, as respostas, mas a dúvida, a incerteza, as questões.

O que norteia a minha ética não é a polarização entre o "bem" e o "mal", o "certo" o "errado", o "branco" e o "preto", ..., mas as diversas matizes entre eles!

O que me dá esperança não é o determinismo seja qual for, no qual não acredito; mas o acaso, a imprevisibilidade, o caos.

O que me fascina não é uma vida angelical ou vida pós morte, que eu não conheço, do qual podemos falar pouco, mas a Vida humana como ela é!

O Reino de Deus está entre nós, nesse chão assimétrico, contraditório, livre, incompleto, imperfeito, polifônico, polirrítmico, criativo e cheio de possibilidades.


Comentários

Suy Ellen Rose disse…
Sentindo que isso me faz viver tmb...muito bom o texto
Márcio disse…
Olha, você. Que bom vê-la por aqui! Bj
Anônimo disse…
Pokies Free Bet & No Deposit Bonus 2021 - Goyang FC
Free Bet No Deposit Bonuses and Sign Up Offers 룰렛사이트 in Canada — These are 커뮤니티 모음 not free. They do not require you to deposit 유흥후기 to play online 포커 테이블 or download any kind 탱글다희영구정지 of bonus

Postagens mais visitadas deste blog

A Inveja da Morte

"A inveja da Morte" faz parte de um Pocket show autora que chamei de Poema Musical "O Amor em 5 atos". Essa obra canta algumas das estações de um relacionamento que vai desde a paixão, encontra a maturidade, enfrenta o medo da morte, passa pelos desencontros e celebra o objeto de amor. Em meu canal do YouTube você pode assistir as outras canções. Espero que goste! https://www.youtube.com/watch?v=24Kl-H5_mWI

Deus não é perfeccionista.

No livro de Gênesis, na poesia da criação, há um refrão que o Criador repete de boca cheia ao contemplar a obra que havia feito: “Bom. Bom. Muito bom!” . A frase traduz muito mais um deleite, uma gratidão – festa da memória – do que uma constatação de ter alcançado a perfeição, o definitivo, o acabado. Reflita. O Criador conseguiria ou não aperfeiçoar os mares, o sol, as estrelas? Melhorar um pêssego? Se sim, as estrelas, o sol, os mares, o pêssego não são perfeitos, apesar de serem maravilhosos! Mas para Deus já estava bom. Não estava perfeito, mas Deus deu por encerrada a sua obra. E com gratidão. Lembre-se também da frustração de Deus com as decisões livres dos homens e mesmo assim sua estima, gratidão e esperança pela humanidade não se cansam. Quem sofre com o perfeccionismo não se deleita porque não consegue terminar o que está fazendo. Nunca se dá por satisfeito porque nunca alcança a perfeição. “Bom” para um perfeccionista é muito ruim. Para ele tem que ser perfeito. D...

Sobre versões originais a respeito de Deus.

Percebi algo na relação fãs - artistas que reflete a tendência da grande maioria de cristalizar conhecimento, congelar versões e endeusar dogmas. A primeira versão de um intérprete/cantor é recebida como "versão original" - o que já é uma sina. Para os fãs essa versão é incorrigível, definitiva e insuperável. Mas não somente a versão que por vir a fazer um outro intérprete da mesma obra é mal vinda. Se o mesmo intérprete ousa fazer uma nova gravação de sua versão original, variando no andamento , melodia, frases rítmicas os fãs o criticam. O que acontece? Os fãs se afeiçoam de tal maneira à "versão original", que ousam limitar a cosmovisão, a imaginação e liberdade do artista! É quando a obra fica maior do que o artista, negativamente falando! Ora, não peça a um artista que ele reproduza, que seja um genérico de si mesmo. Uma ofensa imperdoável. Penso que essa tendência também se evidencia nas relações: "eu não te conheci assim!", "você mud...