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Mostrando postagens de Novembro, 2008

Uma versão do Gênesis

No princípio era um Arraial
Com folguedo e arrasta pé
A Trindade brincou de ciranda a noite toda
Ao som do frevo, samba e afoxé
E ouviu Deus que tudo era muito bom...

No Tempo do Mistério – parir da Luz
Viu Deus que o amor queria rodar
Convidou outros pares para o festejo
Homens, mulheres e crianças com suas piruetas
E Deus viu que era bom demais...

Atrás da Eternidade, na fecundação do vento
Era um banquete com uma mesa larga
Os brincantes de todos os gêneros eram bem vindos
A cena era o sorriso do Pai
Disse Deus com deleite: “gosto disso!”.

No inicio Deus sugeriu um brinde:
Ao Belo, minha subversiva Revelação!
À Amizade, nós somos Comunidade!
À Tolerância, meu Nome é Inclusão!

Deus é Papai!

Certa vez um dos discípulos se aproximou do Mestre e pediu “Senhor, ensina-nos a orar”. Jesus fez a oração conhecida de todos nós – a oração do “Pai Nosso” que, mais do que uma oração a ser repetida, é uma consciência de ser diante de Deus. Esse jeito de ser diante de Deus nos revela muitas verdades das quais gostaria de compartilhar uma.
A oração de Jesus nos traz o discernimento que o Deus Criador é o Abba (literalmente, papai). No dialeto sírio ocidental do aramaico, Abba é o nome dado pela criança ao seu pai na intimidade do lar. A palavra mais fácil para uma criança articular, balbuciar.
Esse é o escândalo do Evangelho. O Deus dos hebreus, da Revelação terrível no Monte Sinai, o Senhor dos Exércitos, o Rei adorado nos céus por anjos é o nosso Papai. O Deus de nome impronunciável do Antigo Testamento (YHWH) cabe na boca de uma criança. Ninguém antes de Jesus usou essa palavra para se dirigir a Deus. Em outras orações Cristo vai usar esta mesma palavra que foi traduzida para nós como…