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O que me faz viver.


O que me encanta não é a simetria, a consonância, a perfeição (isso existe?); o que enche os meus olhos é a dissonância, a ambivalência, a assimetria.

O que me instiga não é a completude, mas a falta, o inacabado, o ainda não.

O que me faz viver não é a segurança, mas os medos; não a paz, mas a angústia.


O que me provoca não é a certeza, as respostas, mas a dúvida, a incerteza, as questões.

O que norteia a minha ética não é a polarização entre o "bem" e o "mal", o "certo" o "errado", o "branco" e o "preto", ..., mas as diversas matizes entre eles!

O que me dá esperança não é o determinismo seja qual for, no qual não acredito; mas o acaso, a imprevisibilidade, o caos.

O que me fascina não é uma vida angelical ou vida pós morte, que eu não conheço, do qual podemos falar pouco, mas a Vida humana como ela é!

O Reino de Deus está entre nós, nesse chão assimétrico, contraditório, livre, incompleto, imperfeito, polifônico, polirrítmico, criativo e cheio de possibilidades.


Comentários

Suy Ellen Rose disse…
Sentindo que isso me faz viver tmb...muito bom o texto
Márcio disse…
Olha, você. Que bom vê-la por aqui! Bj
Anônimo disse…
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