Pular para o conteúdo principal

"Variação" (Márcio Cardoso) - Música nova!

Às vezes me sinto qual despedida
Hiato entre o sim e o talvez
Às vezes me sinto feito saudade
Um cheiro de vida e adeus

Às vezes me sinto nublado e frio
Ora completo, ora vazio
Sou dias de flores, de sóis, de amores
Às vezes somente um nó!

Às vezes sou festa, sou dança e canção
Ora se cala o meu coração
Mas todas as vezes, sem variação
Eu sou querido de Deus!

Às vezes sou pedra, coluna e rio
Ora incerteza, vexame e arrepio
Mas todas as vezes, de graça e paixão
Eu sou amado de Deus
Eu sou um filho de Deus

Comentários

Elienai disse…
Tchau...seja benvindo.
Lívia Lopes disse…
linda letra!
Talitíssima disse…
Linda letra mesmo!!!! Espero que você passe essa pras Betesdas também pra gente cantar!
Esses sentimentos é que nos faz humanos... e bom saber que Deus ama os humanos, sempre, todas as vezes e sem variação.
fbettes disse…
Parabéns, Márcio!
Poesia sensorial, lembrando os versos de Cecília Meireles.
Deus continue o abençoando!
Fábio Bettes (Binho)

Postagens mais visitadas deste blog

A Inveja da Morte

"A inveja da Morte" faz parte de um Pocket show autora que chamei de Poema Musical "O Amor em 5 atos". Essa obra canta algumas das estações de um relacionamento que vai desde a paixão, encontra a maturidade, enfrenta o medo da morte, passa pelos desencontros e celebra o objeto de amor. Em meu canal do YouTube você pode assistir as outras canções. Espero que goste! https://www.youtube.com/watch?v=24Kl-H5_mWI

Deus não é perfeccionista.

No livro de Gênesis, na poesia da criação, há um refrão que o Criador repete de boca cheia ao contemplar a obra que havia feito: “Bom. Bom. Muito bom!” . A frase traduz muito mais um deleite, uma gratidão – festa da memória – do que uma constatação de ter alcançado a perfeição, o definitivo, o acabado. Reflita. O Criador conseguiria ou não aperfeiçoar os mares, o sol, as estrelas? Melhorar um pêssego? Se sim, as estrelas, o sol, os mares, o pêssego não são perfeitos, apesar de serem maravilhosos! Mas para Deus já estava bom. Não estava perfeito, mas Deus deu por encerrada a sua obra. E com gratidão. Lembre-se também da frustração de Deus com as decisões livres dos homens e mesmo assim sua estima, gratidão e esperança pela humanidade não se cansam. Quem sofre com o perfeccionismo não se deleita porque não consegue terminar o que está fazendo. Nunca se dá por satisfeito porque nunca alcança a perfeição. “Bom” para um perfeccionista é muito ruim. Para ele tem que ser perfeito. D...

Sobre versões originais a respeito de Deus.

Percebi algo na relação fãs - artistas que reflete a tendência da grande maioria de cristalizar conhecimento, congelar versões e endeusar dogmas. A primeira versão de um intérprete/cantor é recebida como "versão original" - o que já é uma sina. Para os fãs essa versão é incorrigível, definitiva e insuperável. Mas não somente a versão que por vir a fazer um outro intérprete da mesma obra é mal vinda. Se o mesmo intérprete ousa fazer uma nova gravação de sua versão original, variando no andamento , melodia, frases rítmicas os fãs o criticam. O que acontece? Os fãs se afeiçoam de tal maneira à "versão original", que ousam limitar a cosmovisão, a imaginação e liberdade do artista! É quando a obra fica maior do que o artista, negativamente falando! Ora, não peça a um artista que ele reproduza, que seja um genérico de si mesmo. Uma ofensa imperdoável. Penso que essa tendência também se evidencia nas relações: "eu não te conheci assim!", "você mud...