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O Escrevente


Eu sou quem me habita

E também quem é habitado

Eu sou aquele que me observa

E também quem é observado

Pelo lado de dentro e pelo lado de fora

Eu sou o que tem ideias mais nobres

E aquele que pensa vilezas

Eu sou aquele que censurou uma ação

E aquele que permitiu o indesejado

Eu sou todo humano

Eu sou aquele que ainda não virou palavras

Os pensamentos que nem sequer ousei dar linguagem

Eu sou essa entidade

E o que escreve a seu respeito.



Comentários

Luciana disse…
Esse texto tocou-me profundamente..
Márcio disse…
Obrigado pela visita, Luciana; visitei seu blog que é mto bacana; os textos que recorta são belos!

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Comentário do Salmo 123

Salmo 123

A ti levanto os meus olhos, a ti, que ocupas o teu trono nos céus.
Assim como os olhos dos servos estão atentos à mão de seu senhor
e como os olhos das servas estão atentos à mão de sua senhora,
também os nosso olhos estão atentos ao Senhor, ao nosso Deus,
esperando que ele tenha misericórdia de nós.
Misericórdia, Senhor! Tem misericórdia de nós!
Já estamos cansados de tanto desprezo.
Estamos cansados de tanta zombaria dos orgulhosos
e do desprezo dos arrogantes.

O salmo 123 está contado entre os poemas de subidas que vai do salmo 120 ao salmo 134. Essa parte do saltério é também conhecida como cânticos de romagem/romaria, cânticos dos degraus ou cânticos de peregrinação.
Quer sejam poemas cantados pelos peregrinos a caminho de Jerusalém, quando subiam para o Templo na época das festas sagradas como dizem alguns; quer sejam cânticos cantados pelos exilados que voltavam da Babilônia a Jerusalém ou cantados pelos levitas sobre os quinze degraus que levavam ao Templo como dizem outros; ou…

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