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Um recorte do Rabino Abraham Heschel

A Torá oral jamais foi registrada.

A proibição de registrar por escrito o "ensinamento oral" foi considerada, durante séculos, como uma doutrina básica. "Aqueles que registraram por escrito a halachá são como aqueles que queimaram a Torá. Aquele "que registrou a agadá perde sua participação no mundo que virá”. Então, os rabinos decidiram submeter o “ensinamento oral” à forma escrita. Para justificar a reforma audaciosa, eles interpretaram as palavras do verso 126 do Salmo 119, que dizem: “Um tempo virá quando será preciso ab-rogar a Torá para poder fazer a obra do Senhor”. Dessa maneira, afirmaram os rabinos, é melhor que uma parte da Torá seja ab-rogada do que a Torá inteira seja esquecida. O acúmulo de uma enorme quantidade de aprendizado, a dispersão das comunidades judaicas e o enfraquecimento da memória brigaram contra o sistema não escrito.

O rabino Mendel de Kotsk perguntou: Como os rabinos antigos puderam abolir o princípio fundamental do judaísmo de não registrar por escrito o que era para ser mantido pela tradição oral, baseados na interpretação de um único verso no livro dos Salmos? A verdade é que a Torá oral jamais foi registrada por escrito. O significado da Torá jamais foi resumido por livros.

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Comentário do Salmo 123

Salmo 123

A ti levanto os meus olhos, a ti, que ocupas o teu trono nos céus.
Assim como os olhos dos servos estão atentos à mão de seu senhor
e como os olhos das servas estão atentos à mão de sua senhora,
também os nosso olhos estão atentos ao Senhor, ao nosso Deus,
esperando que ele tenha misericórdia de nós.
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Estamos cansados de tanta zombaria dos orgulhosos
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O salmo 123 está contado entre os poemas de subidas que vai do salmo 120 ao salmo 134. Essa parte do saltério é também conhecida como cânticos de romagem/romaria, cânticos dos degraus ou cânticos de peregrinação.
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