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HORIZONTES - Uma poesia de Fernando Pessoa

Ó mar anterior a nós, teus medos
Tinham coral e praias e arvoredos.
Desvendadas a noite e a cerração,
As tormentas passadas e o mistério,
Abria em flor o Longe, e o Sul sidério
Splendia sobre as naus da iniciação

Linha severa da longínqua costa -
Quando a nau se aproxima ergue-se a encosta
Em árvores onde o Longe nada tinha;
Mais perto, abre-se a terra em sons e cores:
E, no desembarcar, há aves, flores,
Onde era só, de longe a abstrata linha.

O sonho é ver as formas invisíveis
Da distância imprecisa, e, com sensíveis
Movimentos da esperança e da vontade,
Buscar na linha fria do horizonte
A árvore, a praia, a flor, a ave, a fonte -
Os beijos merecidos da Verdade.

Comentários

Anônimo disse…
Olá! Tudo bem!
Sou de Fortaleza e gostaria de saber onde posso encontrar o teu cd, pois o da minha irmã tinha vindo de Curitiba , daí não sei como faço pra encontrá-lo por aqui!
Se puder entre em contato! gutierrezjatai@hotmail.com
Anso disse…
bonito kra muito bonito!!!
Anso disse…
ei kra é muito importante, lê minha nova postagem e comenta lá por favor!!!
sua opnião seria muito boa!

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