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O príncipe e a raposa

Li num livro do Rubem Alves um recorte que ele fez do livro "O Pequeno Príncipe";
para mim Reino de Deus é amizade; a experiência com Deus anda pelas amizades;
quem cativa anuncia boas novas; quem cativa evangeliza!



O príncipe encontrou-se com um bichinho que nunca havia visto antes, uma raposa. E a raposa lhe disse:

"Você quer me cativar?"

"Que é isto?", perguntou o menino.

"Cativar é assim: eu me assento aqui, você se assenta lá, bem longe. Amanhã a gente se assenta mais perto. E assim, aos poucos, cada vez mais perto..."

E o tempo passou, o principezinho cativou a raposa e chegou a hora da partida.

"Eu vou chorar", disse a raposa.

"Não é minha culpa", desculpou-se a criança. "Eu lhe disse que não queria cativá-la. Não valeu a pena. Você percebe? Agora você vai chorar!"

"Valeu a pena sim", respondeu a raposa. "Quer saber o por quê?" Sou uma raposa. Não como trigo. Só como galinhas. O trigo não significa absolutamente nada para mim. Mas você me cativou. Seu cabelo é louro. E agora, na sua ausência, quando o vento fizer balançar o campo de trigo, eu ficarei feliz pensando em você..."

E o trigo, dantes sem sentido, passou a carregar em si uma ausência que fazia a raposa sorrir.

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